O assunto a ser tratado e relatado hoje é na verdade uma consequência da vivência minha e falta de vivência de uns nas Artes Marciais. Quando nos referimos às vestimentas, referimo-mos aos uniformes utilizados em cada modalidade. No Judô, o Judogi; no Boxe, o conjunto calção e luvas (que podem variar de 10 Oz para o profissional a 16 Oz. em treinamentos ou iniciantes); no Jiu-Jitsu, o kimono ou Gi; no MMA, o short ou calção e luva. Enfim, cada modalidade tem sua vestimenta e material adequado para treino e combate. Mas o foco desta escrita é outra e bem mais apurada. As vestimentas são apenas roupas utilizadas para os treinos? Ou seriam os uniformes uma espécie de "prolongamento" da sua vida marcial para fora do centro de treinamento? Creio nisso, nesta segunda idéia da mesma forma que acredito ser os uniformes itens dispensáveis para o crescimento marcial de cada atleta. Não quero dizer com isso que cada atleta deva abrir mão de utilizar uniformes de suas equipes. Não, pelo contrário, é bonito de ver um atleta medalhar ou entrar com sua comissão todo uniformizado. O que debato é o fato de atletas utilizarem-se das artes marciais para comprar o tal uniforme e dizer depois "pratico tal arte marcial" ou ainda "EU LUTO". Aos que aqui passam e visitam, peço desculpas de uma vez, mas os que dizem isso não lutam merda nenhuma. Não me refiro a questões técnicas, mas pessoal e marcial. Uma pessoa que toma para si tal atitude sequer se envolveu no processo de seleção e participação do grupo para escolher o vestuário, simplesmente disse "eu compro" e saiu. Pegou seu uniforme e foi embora.
Fazer isto é muito fácil e, mais fácil ainda, é cismar em parecer um "lutador" e comprar roupas e acessórios marciais para dizer "eu treino". Se treinar consiste em comprar, sou um péssimo lutador. Mas conheço gente (e não são poucas) que não se vestem como tal, não agem como tal, não fazem questão sequer de se parecer um lutador e treina e luta árdua e verdadeiramente a favor das artes marciais e seu crescimento espiritual e pessoal. Conheço gente disposta a neutralizar um destes que não estão nem aí para o espírito marcial e tomar seu uniforme, mas não o faz porque sabe que vai contra questões morais e éticas das artes marciais.
Assim como no futebol e em outros tantos esportes, o indivíduo tem de ter consciência que não é o uniforme que faz seu desempenho, é seu ótimo desempenho que marca e registra seu uniforme.
P.S.: peço desculpas pelos momentos de revolta
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