Indubitavelmente o esporte que atinge maior público e que gera uma das maiores receitas mundiais é o MMA. Mas os questionamentos acerca deste esporte ainda é com relação a violência exibida, à integridade dos atletas e se vale realmente a pena se expor a tanto por tanto dinheiro (se tratando é claro do nível profissional, porque o amador... triste). Todos questionam esse tipo de coisa, mas são na verdade questões secundárias e sem muita relevância. Vou explicar o porque!
Recentemente fui questionado a respeito (não com estas palavras) da diferença entre o vale-tudo e as brigas de rua. Na hora, respondi que há regras no vale-tudo e respeito mútuo entre os competidores, o que não acontece nas brigas de rua. Mas, pensando melhor acerca do assunto cheguei a conclusão que não há diferença entre as brigas de rua e o vale tudo. Se vale tudo estamos falando obviamente das brigas e não das lutas. Por outro lado, se compararmos o vale tudo (que no meu entender, as brigas de rua se enquadram aqui) com o MMA há algumas diferenças gritantes, tanto é que o MMA se tornou esporte e o UFC (referência em evento deste esporte) conseguiu unificar as regras do esporte (alguns eventos ainda não a adotaram, mas a grande parte sim).
Mas a grande questão é: por que o vale tudo se tornou esporte? Gosto de entender que a resposta para esta pergunta é muito mais histórica e midiática do que por uma questão financeira. Se pararmos para pensar, o vale-tudo sempre existiu, não com o caráter lucrativo diretamente mas com o caráter desafiador. Mestres se desafiavam uns aos outros para ver qual era melhor e consequentemente conquistar mais alunos. Independente de os mestres serem de estilos diferentes, escolas diferentes, cidades diferentes existia uma espécie de código de respeito mútuo no qual ambos respeitavam-se e não atingiam regiões como genitais e olhos. Com o passar do tempo, não me pergunte como, as brigas de rua foram se tornando mais e mais frequentes, "podendo" os lutadores atingirem qualquer parte do adversário para vencer o combate. O MMA, quando surgiu, surgiu com caráter desafiador também tentando demonstrar superioridade de um estilo sobre o outro. Eu mesmo, cheguei a assistir lutas da década de 90 cujas regras eram insistente praticamente e duas me marcaram muito, a primeira foi a que um lutador praticamente deixou exposto seu globo ocular de tantos cortes profundos ao redor do olho, o segundo foi um lutador que prendeu seu adversário e socou-o três vezes nos testículos. Agora, com o UFC em alta, as regras reapareceram, as brigas de rua parecem ter diminuído e o vale tudo deixou assim de existir, dando espaço ao MMA (Artes Marciais Mistas).
As pessoas procuram muitas vezes por alívio de estresse e pacificação, muitos têm encontrado isso nas artes marciais. Os que têm a arte de lutar como algo inato, tem deixado de brigar em ruas para treinar e lutar nos ringues, porque ali é ele contra um só adversário extremamente bem preparado, e é aí que a adrenalina vai lá em cima durante a luta e a endorfina mais alto ainda durante e após o combate.
Treino e Luta é o título e não obstante o tratado deste meio de comunicação. Por meio de vídeos, livros e artigos, e muitas vezes, texto de opinião discutiremos ao longo do tempo como e quando melhor treinar para lutas e artes marciais.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
CAPÍTULO 9 - Ser o ser de um campeão!
Sabem aquelas minas terrestres que já ficam armadas, prontas para explodir num passo falso de um pobre guerrilheiro? Então, minha cabeça age desta forma, por isso nem sempre consigo expor tudo o que penso, falta estímulos muitas vezes. E desta vez recebi um que desencadeou este post.
O que realmente significa ser um campeão? Vencer por W.O é realmente uma vitória? O campeão é melhor que o "derrotado"? Existem vitórias fáceis? É eu sei, são muitas perguntas para um único parágrafo, mas como sabemos bem não são as respostas que importam visto que as perguntas é que são fatores desencadeadores para soluções. Então vamos a estes.
Na minha opinião, campeão não é aquele que coloca uma medalha no peito a morde e se vangloria por um objeto supostamente imbuído de significados; campeão não é aquele que sobe no topo do pódio para levantar os braços e dizer eu sou o melhor. Não, campeão é aquele que numa semana começa a correr 2 km, sente-se insatisfeito e decide correr 3 km mesmo sabendo que suas pernas não estão aguentando tanto assim (não estou discutindo questões fisiológicas aqui, mas sim a perseverança em melhorar) e que, por fim corre 5 km em morro acima e quando chega no topo olha para cima e não vê mais nada além do horizonte, é neste momento que ele se sente único e verdadeiramente campeão, porque teve de vencer a si mesmo e conquistar aquela subida. Não houve pré-classificação, não houve seletiva, não houve outros competidores além dele contra ele mesmo. Quando se chega ao topo da subida, a única coisa que nos resta é sentar e agradecer por mais uma conquista.
Vencer por W.O é uma vitória fácil? Não. Devemos olhar sempre o caminho percorrido antes de chegar ao destino final. Não há caminhos fáceis, não há caminhos não tortuosos para os que lutam. Se pensarmos na história acima como referência, houve W.O? Ele correu sozinho certo? E sua vitória foi menos digna por isso? A resposta é não, sua conquista foi maior e mais sublime que a de muitos campeões de campeonatos abarrotados de competidores esperando para trocarem golpes e técnicas entre si.
Por esta razão também que desacredito e e reprimo a idéia de que o campeão é melhor que o "derrotado". Não existem derrotados. Todos lutam e treinam duro demais para serem chamados desta forma. Não é justo chamar alguém de perdedor por causa de uma final. Independente de ser um campeonato ou vida real fora de áreas de combate, devemos ter uma única atitude frente aos que não sobem no podium: estender a mão e dizer que ele é bom e pode ser ainda melhor! Isso, é se tornar campeão. Isso é ter espírito e força de um campeão. Muitas vezes levamos socos e chutes que causam traumas violentos e feios de se ver, e no dia seguinte estamos conversando com as mesmas pessoas que nos atingiu.
Um verdadeiro lutador mesmo gravemente ferido não se abala ou se enfurece com seu adversário. Um verdadeiro lutador, após ter seu corpo ferido e traumatizado não se abala, pois este tem o corpo fechado e é imune às feridas da alma. Um verdadeiro lutador é pacífico mesmo quando fisicamente se enfurece. Devemos ser como a água meus amigos: amorfa, flexível e forte o suficiente para causar danos em uma rocha.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
CAPÍTULO 8 - Metáforas sobre apanhar!
Aos que me conhecem bem como os que aqui frequentam, já sabem que pratico artes marciais a 8 anos sendo 2 deles no Judô. Destes 8 anos de treinamento uma das coisas que mais ouço são frases do tipo "hoje eu apanhei demais", "hoje eu bati demais", "apanhei demais naquele campeonato", e assim segue a lista de frases soltas a respeito de bater e apanhar. Muitas vezes, ao conquistar um título um lutador dedica este à Deus, à sua equipe técnica e à sua família pelo apoio dado durante todo o treinamento e fase pré-competitiva. E durante estes agradecimentos, é comum ouvir as pessoas ao redor dizerem que ele apanhou muito para chegar onde está. Concordo com o raciocínio, mas questiono sobre quem bateu? Ou melhor, sobre o que bateu?
Dizemos (digo "dizemos" porque eu também já me vitimei deste erro) apanhar mas não no sentido que ele realmente deve ser dito. Dizemos que apanhamos nos treinos pelos sparrings quando na verdade apanhamos muito mais fora dos treinos e no caminho que nos levou a treinar. Apanhamos muito mais na vida real fora do ringue, tatame ou áreas do tipo do que neles propriamente dito.
Se alguém me disser que apanhou no ringue, vou imaginar que ele está dizendo tal frase em sentido metafórico. Não há metáforas em pronunciar "apanhei da vida", mas há uma metáfora gigantesca e deturpada ao falarmos "apanhei demais nos treinos", "apanhei demais na competição". E se por acaso você for bom o bastante para não "apanhar" nos treinos e competições, saberá melhor que ninguém do que estou falando. Porque a vida é sempre mais dura para aquele que se cobra melhoras e melhoras durante dia após dia.
Desejo sim que muitos dos lutadores apanhem e apanhem muito da vida. Porque assim talvez passem a valorizar mais esta modalidade que cativa, motiva e recruta cada vez mais alunos e discípulos (infelizmente nem sempre pelos motivos certos) a conquistar algo melhor que socos, quedas e chutes..
Dizemos (digo "dizemos" porque eu também já me vitimei deste erro) apanhar mas não no sentido que ele realmente deve ser dito. Dizemos que apanhamos nos treinos pelos sparrings quando na verdade apanhamos muito mais fora dos treinos e no caminho que nos levou a treinar. Apanhamos muito mais na vida real fora do ringue, tatame ou áreas do tipo do que neles propriamente dito.
Se alguém me disser que apanhou no ringue, vou imaginar que ele está dizendo tal frase em sentido metafórico. Não há metáforas em pronunciar "apanhei da vida", mas há uma metáfora gigantesca e deturpada ao falarmos "apanhei demais nos treinos", "apanhei demais na competição". E se por acaso você for bom o bastante para não "apanhar" nos treinos e competições, saberá melhor que ninguém do que estou falando. Porque a vida é sempre mais dura para aquele que se cobra melhoras e melhoras durante dia após dia.
Desejo sim que muitos dos lutadores apanhem e apanhem muito da vida. Porque assim talvez passem a valorizar mais esta modalidade que cativa, motiva e recruta cada vez mais alunos e discípulos (infelizmente nem sempre pelos motivos certos) a conquistar algo melhor que socos, quedas e chutes..
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
CAPÍTULO 7 - Preparado ou preparar-se?
Do que se constitui um treinamento nas artes marciais? Treinamento físico (força, resistência, cardiovascular etc.), alongamento, treinamento tático e treinamento técnico basicamente. Mas qual a finalidade desta forma de treino? Qual o prazo deste treino? Notem quanto a segunda pergunta é tão mais importante que a primeira. Porque as pessoas hoje em dia habituaram-se a preparações para datas próximas ao invés de longínquas, obviamente a grande parte, não refiro-me aqui a todos. Da mesma forma não os culpo, pois o mundo das artes marciais têm crescido exponencialmente e sem os devidos cuidados. O fato deste universo ter se ampliado ao mundo de cada indivíduo, fez com que eles percebessem o quanto é rentável tal prática quando profissional. Quando se tem datas e eventos a serem cumpridos, não se tem muito tempo para pensar em outra coisa a não ser preparar-se para lutar bem. Mas as grandes questões são: por que não se preparar para longas datas, longos prazos mesmo sabendo que eles podem nem chegar? Por que é tão difícil cumprir um treinamento marcial extra-campeonatos? Por que tanto foco em títulos ao invés da preparação diária para a vida inteira?
São muitas questões que desembocam num mesmo lugar, BEM ESTAR!
Quem treinaria 4 horas por dia para se sentir bem, sendo que ao fim do dia não conseguisse mexer uma fibra de cada músculo? Não é este o tipo de treino que proponho para toda a vida. Defendo a idéia de que 90 minutos a 120 minutos diários são mais que o suficiente para uma ótima preparação longínqua. Claro, respeitando seus horários de alimentação, sono e intervalos de treinos, bem como evitar conflitos com compromissos.
Estar preparado não deve ser sinônimo de preparação de 2,3,4 ou até 6 meses antes de uma competição, deve ser sinônimo de vitalidade. O que quero dizer com isso, é que seu treinamento deve ser tão importante e necessário quanto comer, dormir e hidratar-se.
São muitas questões que desembocam num mesmo lugar, BEM ESTAR!
Quem treinaria 4 horas por dia para se sentir bem, sendo que ao fim do dia não conseguisse mexer uma fibra de cada músculo? Não é este o tipo de treino que proponho para toda a vida. Defendo a idéia de que 90 minutos a 120 minutos diários são mais que o suficiente para uma ótima preparação longínqua. Claro, respeitando seus horários de alimentação, sono e intervalos de treinos, bem como evitar conflitos com compromissos.
Estar preparado não deve ser sinônimo de preparação de 2,3,4 ou até 6 meses antes de uma competição, deve ser sinônimo de vitalidade. O que quero dizer com isso, é que seu treinamento deve ser tão importante e necessário quanto comer, dormir e hidratar-se.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
CAPÍTULO 6 - Quando as vestimentas se prolongam
O assunto a ser tratado e relatado hoje é na verdade uma consequência da vivência minha e falta de vivência de uns nas Artes Marciais. Quando nos referimos às vestimentas, referimo-mos aos uniformes utilizados em cada modalidade. No Judô, o Judogi; no Boxe, o conjunto calção e luvas (que podem variar de 10 Oz para o profissional a 16 Oz. em treinamentos ou iniciantes); no Jiu-Jitsu, o kimono ou Gi; no MMA, o short ou calção e luva. Enfim, cada modalidade tem sua vestimenta e material adequado para treino e combate. Mas o foco desta escrita é outra e bem mais apurada. As vestimentas são apenas roupas utilizadas para os treinos? Ou seriam os uniformes uma espécie de "prolongamento" da sua vida marcial para fora do centro de treinamento? Creio nisso, nesta segunda idéia da mesma forma que acredito ser os uniformes itens dispensáveis para o crescimento marcial de cada atleta. Não quero dizer com isso que cada atleta deva abrir mão de utilizar uniformes de suas equipes. Não, pelo contrário, é bonito de ver um atleta medalhar ou entrar com sua comissão todo uniformizado. O que debato é o fato de atletas utilizarem-se das artes marciais para comprar o tal uniforme e dizer depois "pratico tal arte marcial" ou ainda "EU LUTO". Aos que aqui passam e visitam, peço desculpas de uma vez, mas os que dizem isso não lutam merda nenhuma. Não me refiro a questões técnicas, mas pessoal e marcial. Uma pessoa que toma para si tal atitude sequer se envolveu no processo de seleção e participação do grupo para escolher o vestuário, simplesmente disse "eu compro" e saiu. Pegou seu uniforme e foi embora.
Fazer isto é muito fácil e, mais fácil ainda, é cismar em parecer um "lutador" e comprar roupas e acessórios marciais para dizer "eu treino". Se treinar consiste em comprar, sou um péssimo lutador. Mas conheço gente (e não são poucas) que não se vestem como tal, não agem como tal, não fazem questão sequer de se parecer um lutador e treina e luta árdua e verdadeiramente a favor das artes marciais e seu crescimento espiritual e pessoal. Conheço gente disposta a neutralizar um destes que não estão nem aí para o espírito marcial e tomar seu uniforme, mas não o faz porque sabe que vai contra questões morais e éticas das artes marciais.
Assim como no futebol e em outros tantos esportes, o indivíduo tem de ter consciência que não é o uniforme que faz seu desempenho, é seu ótimo desempenho que marca e registra seu uniforme.
P.S.: peço desculpas pelos momentos de revolta
Fazer isto é muito fácil e, mais fácil ainda, é cismar em parecer um "lutador" e comprar roupas e acessórios marciais para dizer "eu treino". Se treinar consiste em comprar, sou um péssimo lutador. Mas conheço gente (e não são poucas) que não se vestem como tal, não agem como tal, não fazem questão sequer de se parecer um lutador e treina e luta árdua e verdadeiramente a favor das artes marciais e seu crescimento espiritual e pessoal. Conheço gente disposta a neutralizar um destes que não estão nem aí para o espírito marcial e tomar seu uniforme, mas não o faz porque sabe que vai contra questões morais e éticas das artes marciais.
Assim como no futebol e em outros tantos esportes, o indivíduo tem de ter consciência que não é o uniforme que faz seu desempenho, é seu ótimo desempenho que marca e registra seu uniforme.
P.S.: peço desculpas pelos momentos de revolta
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
CAPÍTULO 5 - Graduações
É fato que atualmente nas artes marciais temos muitos erros e falhas a serem corrigidos, da mesma forma que temos pontos positivos a serem vangloriados. Mas creio que os pontos negativos devam ser avaliados com mais calma e maior atenção. Um destes pontos refere-se às graduações, que muitas vezes são "dadas, presenteadas", o que no meu ver é extremamente errado. O atleta tem de fazer por merecer cada grau em sua faixa, seguido de cada troca desta. Sinceramente não sou muito fã da troca de faixas por "camaradagem" ou para poder participar de um campeonato, ou ainda para poder dizer "eu sou graduado em tal faixa". Pode parecer absurdo e irreal, mas acreditem, já vi em corpo presente coisas do tipo. Da mesma forma que existem estas falhas quanto a exames, existem academias (se assim podemos chamar) que só graduam se o aluno for realmente competente. Na verdade, o que acontece é que o professor ou mestre irá aprová-lo de uma forma ou de outra, mas a astúcia deste é tamanha que força o aluno a pensar que será reprovado caso erre algo, isso força o aprendiz a dedicar-se mais e mais. Acredito ser esta uma postura muito adequada.
Observar o comportamento do aluno, mesmo que este esteja distante e comparar sua evolução marcial é outra forma de avaliação interessante. Muitas vezes, por treinarmos muito tempo com um grupo heterogêneo, este torna-se quase homogêneo, conhecendo cada um seu parceiro de treino e suas formas de lutar. As mudanças e andanças ajudam o aluno a agregar novos conceitos a sua modalidade, ao seu "jogo" e a sua evolução marcial. Ainda vejo que muitos lugares selecionam seus atletas a serem avaliados não pelo grau de evolução, mas pela sua proximidade pelo professor. Isto não é merecimento, é dó e pena.
Da mesma forma que somos cobrados diariamente, devemos cobrar de nossos professores e mestres e principalmente de nós mesmos. Cobrança direcionada não é sinônimo de "ser chato", é sinônimo de evolução.
A maior graduação que existe e que devemos possuir não se prende às calças, aos braços ou à testa. Não se prende. Faixas são apenas para segurar a roupa de treino. Se você me disser que um aluno deve respeitar a faixa do outro, eu o contrariarei dizendo que faixa não demonstra respeito, não demonstra caráter, não demonstra postura adequada. Faixa só serve para segurar a roupa de treino. Caráter, respeito, postura adequada na vida e nas artes marciais conquistam meu respeito. Faixa não.
sábado, 16 de outubro de 2010
CAPÍTULO 4 - O que mais aprendi
Oito anos atrás iniciei-me nas artes marciais. Comecei para que um conhecido meu pudesse obter desconto em sua próxima mesalidade. Eu fiquei ele saiu antes de vencer o mês. Continuei, apanhei antes que pudesse pensar em bater. Eram lesões musculares, duas vezes fraturas ósseas, hematomas eram tão comuns quanto o pão que comia de manhã. Mas na semana seguinte eu estava lá de novo. Não entendia o porque mas ia mesmo assim.
Durante oito anos eu treino artes marciais. Durante oito anos venho aprendendo com ela. Durante oito anos de treino aprendi a chutar, a socar, a bloquear e esquivar, aprendi pontos vitais de ataque e como quebrar um osso e como provocar extrema dor ao adversário. Aprendi lutar de pé, aprendi a lutar no solo e a lutar sem um dos sentidos. Mas o mais importante que aprendi listarei ainda.
Aprendi a não chutar e não socar sem necessidade, e mesmo que haja necessidade, aprendi a fazê-lo sem causar danos permanentes. Aprendi que esquivas e bloqueios vão além das lutas cercadas e devem ser feitos em qualquer momento de fúria. Aprendi que os pontos vitais devem ser usados diariamente não para causar dor ou luxações e fraturas, mas que estes pontos são de extrema importância para curas e revitalização pós ferimentos. Aprendi a ficar de pé mesmo quando a vida forçar meu corpo a deitar-se no solo. Aprendi que por mais firmes que sejamos de pé sempre haverá um momento de queda. Aprendi que dos cinco sentidos, apenas o sexto é importante que é a fusão de todos eles e que, mesmo sem um deles, outro pode substituí-lo sem perda significativa.
Isso foi o que mais aprendi. Isso é o que me prende às artes marciais. E isso, é o que faz de mim quem sou!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
CAPÍTULO 3 - O problema em esportivizar as artes marciais
Olá irmãos marciais, bem vindos a mais um capítulo deste confronto!
Boxe, Judô, Jiu-Jitsu e MMA. O que estas modalidades têm em comum? Sabe não? O fato de terem se esportivizado!
Esportivizar uma modalidade de combate corpo-a-corpo não quer dizer necessáriamente que esta se tornará melhor e mais organizada. Não digo que isto acontece apenas no Brasil. ESTAMOS FALANDO DE NÍVEL MUNDIAL. Então vamos começar a listá-las.
O Boxe é um perfeito exemplo de má administração. Me recordo de quando eu tinha no máximo uns 13 anos e ficava até as 01h da madrugada para assistir o campeonato mundial dos pesos pesados de boxe, eu delirava com aquilo. Soava o gongo, jab, direto em um dois e um gancho ou um cruzado no queixo e bang, seu adversário estava no chão! Fantástico. As vezes as lutas duravam os 12 assaltos, mas lá estava eu, mais acordado a cada step do pugilista, cada golpe e cada round me fascinava. Hoje? Hoje em dia a Associação Mundial de Boxe (WBA), a Organização Mundial de Boxe (WBO) e a Federação Internacional de Boxe (IBF) deixaram isto se perder. Esta organização e popularidade se perderam. Vieram programas televisionados como o The Contender para selecionar alguns atletas amadores do boxe e, quem vencesse "classificaria" para o profissional, foi uma forma de resgatar a imagem do boxe. Esta arte de combate é no meu ver uma das mais nobres dentre as artes de luta, uma (senão a) que mais exige do atleta e uma das mais antigas formas de combate existentes no planeta. Deveriam olhar com bons olhos para ele.
O Judô. O Judô pouco depois de sua criação foi implementado nos jogos olímpicos do Japão, não só por ser japonês, mas pelo fato de seu criador ser amigo do idealizador dos Jogos Olímpicos, Barão Pierre de Cobertain. Mas a história não nos interessa tanto aqui e sim a organização. Quando tratamos de campeonatos a nível mundial a organização é fantástica (ao menos para mim que estou apenas assistindo), mas quando falamos de campeonato a níveis estaduais, universitários regionais e locais... Como arte que é, os organizadores dos campeonatos de Judô deveriam ter mais respeito e compromisso com seus atletas e participantes, lembrando que quem participa não é só quem está no tatame, a familia e amigos também participam e muito, e não é nem um pouco legal esperar. Quando eu assistia os Jogos Olímpicos na Tv e via o Judô era uma coisa de louco. Aqueles Ippon's, aquelas projeções fantásticas, eu pensava: "quero isso para mim!" Mas como diz o outro, o buraco é mais embaixo! E a organização regional também é bem mais embaixo!
No caso do Jiu-Jitsu é pior ainda. O Jiu-Jitsu como vemos hoje é BRASILEIRO e não japonês como muito dizem. Japonês não usa "kimura", Japonês não usa "Leg Lock" e não usa "Chave de Joelho". O Jiu-Jitsu Brasileiro usa tudo isso como recurso de finalização. Temos um esporte puramente brasileiro mas não temos organizaçãoo nenhuma. Temos federação, temos confederação mas não temos um sistema de categorias de peso bem definida. Isso é estimulante em treinos. Durante as competições a diferença é discrepante e fala muito mais alto.
O MMA é um caso a parte. Não surgiu como arte marcial. Não surgiu como esporte. Como ele surgiu então? O MMA surgiu na verdade na década de 90 com o surgimento do Jiu-Jitsu Brasileiro e a necessidade da família Gracie em mostrar para o mundo a superioridade da nova modalidade. Funcionou. Rickson Gracie começou a participar de campeonatos que tinham caráter puramente desafiador entre modalidades diferentes. Vencia todos seus oponentes utilizando-se do Jiu-Jitsu, não exclusivamente, mas dava ênfase. Pouco tempo depois, seu irmão Royce Gracie criou o Ultimate Fight Championship que veio a se tornar o maior evento de artes marciais do mundo. Até hoje o UFC passou por 3 administrações apenas, sendo a mais eficiente delas esta última, a de Dana White. O administrador fez com que o UFC superasse o antigo Pride japonês, que era tido como referência mundial em MMA. Além do mais, promoveu a marca como empresa e não como esporte, deixando e instituindo regras que foram recentemente adotadas como parâmetro mundial para competições deste esporte.
O que falta no esportes de combate, é mais dedicação e ironicamente mais luta em prol do esporte. Do contrário vamos retroceder para mais atrás de onde nos encontramos.
Abraços
Boxe, Judô, Jiu-Jitsu e MMA. O que estas modalidades têm em comum? Sabe não? O fato de terem se esportivizado!
Esportivizar uma modalidade de combate corpo-a-corpo não quer dizer necessáriamente que esta se tornará melhor e mais organizada. Não digo que isto acontece apenas no Brasil. ESTAMOS FALANDO DE NÍVEL MUNDIAL. Então vamos começar a listá-las.
O Boxe é um perfeito exemplo de má administração. Me recordo de quando eu tinha no máximo uns 13 anos e ficava até as 01h da madrugada para assistir o campeonato mundial dos pesos pesados de boxe, eu delirava com aquilo. Soava o gongo, jab, direto em um dois e um gancho ou um cruzado no queixo e bang, seu adversário estava no chão! Fantástico. As vezes as lutas duravam os 12 assaltos, mas lá estava eu, mais acordado a cada step do pugilista, cada golpe e cada round me fascinava. Hoje? Hoje em dia a Associação Mundial de Boxe (WBA), a Organização Mundial de Boxe (WBO) e a Federação Internacional de Boxe (IBF) deixaram isto se perder. Esta organização e popularidade se perderam. Vieram programas televisionados como o The Contender para selecionar alguns atletas amadores do boxe e, quem vencesse "classificaria" para o profissional, foi uma forma de resgatar a imagem do boxe. Esta arte de combate é no meu ver uma das mais nobres dentre as artes de luta, uma (senão a) que mais exige do atleta e uma das mais antigas formas de combate existentes no planeta. Deveriam olhar com bons olhos para ele.
O Judô. O Judô pouco depois de sua criação foi implementado nos jogos olímpicos do Japão, não só por ser japonês, mas pelo fato de seu criador ser amigo do idealizador dos Jogos Olímpicos, Barão Pierre de Cobertain. Mas a história não nos interessa tanto aqui e sim a organização. Quando tratamos de campeonatos a nível mundial a organização é fantástica (ao menos para mim que estou apenas assistindo), mas quando falamos de campeonato a níveis estaduais, universitários regionais e locais... Como arte que é, os organizadores dos campeonatos de Judô deveriam ter mais respeito e compromisso com seus atletas e participantes, lembrando que quem participa não é só quem está no tatame, a familia e amigos também participam e muito, e não é nem um pouco legal esperar. Quando eu assistia os Jogos Olímpicos na Tv e via o Judô era uma coisa de louco. Aqueles Ippon's, aquelas projeções fantásticas, eu pensava: "quero isso para mim!" Mas como diz o outro, o buraco é mais embaixo! E a organização regional também é bem mais embaixo!
No caso do Jiu-Jitsu é pior ainda. O Jiu-Jitsu como vemos hoje é BRASILEIRO e não japonês como muito dizem. Japonês não usa "kimura", Japonês não usa "Leg Lock" e não usa "Chave de Joelho". O Jiu-Jitsu Brasileiro usa tudo isso como recurso de finalização. Temos um esporte puramente brasileiro mas não temos organizaçãoo nenhuma. Temos federação, temos confederação mas não temos um sistema de categorias de peso bem definida. Isso é estimulante em treinos. Durante as competições a diferença é discrepante e fala muito mais alto.
O MMA é um caso a parte. Não surgiu como arte marcial. Não surgiu como esporte. Como ele surgiu então? O MMA surgiu na verdade na década de 90 com o surgimento do Jiu-Jitsu Brasileiro e a necessidade da família Gracie em mostrar para o mundo a superioridade da nova modalidade. Funcionou. Rickson Gracie começou a participar de campeonatos que tinham caráter puramente desafiador entre modalidades diferentes. Vencia todos seus oponentes utilizando-se do Jiu-Jitsu, não exclusivamente, mas dava ênfase. Pouco tempo depois, seu irmão Royce Gracie criou o Ultimate Fight Championship que veio a se tornar o maior evento de artes marciais do mundo. Até hoje o UFC passou por 3 administrações apenas, sendo a mais eficiente delas esta última, a de Dana White. O administrador fez com que o UFC superasse o antigo Pride japonês, que era tido como referência mundial em MMA. Além do mais, promoveu a marca como empresa e não como esporte, deixando e instituindo regras que foram recentemente adotadas como parâmetro mundial para competições deste esporte.
O que falta no esportes de combate, é mais dedicação e ironicamente mais luta em prol do esporte. Do contrário vamos retroceder para mais atrás de onde nos encontramos.
Abraços
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
CAPÍTULO 2 - O que tinha passou a faltar
Bem vindos novamente meus amigos.
Como meu pensar não é (da mesma forma o de ninguém deveria ser) momentâneo e sim constante, aqui estou eu para expor o que penso sobre ideologias nas artes marciais. Se formos analisar arte por arte, luta por luta, esporte de combate por esporte de combate levaríamos semanas ou meses e quiçá anos. Por isso vou me ater apenas a três: o Judô, o Gungg-Fu e o Boxe.
A primeira pergunta que faço é: seriam o desenvolvimento das filosofias marciais responsabilidade dos mestres e criadores ou de seus praticantes?
Bom, a reflexão que fiz e continuo fazendo constantemente há 3 anos a respeito desta questão é que depende. Depende? Sim, depende. Vamos analisar um pouco algumas filosofias marciais. O Judô por exemplo tem em sua filosofia três grandes princípios: o JU que significa suavidade; SEIRYOKU-ZEN-YO que representa o máximo de eficiência com o mínimo de esforço; e o JITA-KIOEI transmitindo o bem estar e benefícios mútuos. São fundamentos que foram instituídos em sua criação por Jigoro Kano e que, em muitos Dojos mundo afora deixou de ser seguido por ter em vista a competição único e exclusivamente. Não condeno e acho que deveriam refletir a respeito quem comete tal atitude, mas vanglorio intensivamente àquelas que ainda priorizam tal ensinamento. O Gung-Fu, arte milenar é imerso em filosofias e mais filosofias, passagens e mais passagens em seus templos com seus mestres e discípulos, eis um motivo pelo qual considero-o não como uma arte marcial, mas como um modo de vida. No Gung-Fu de modo geral (dentre as mais de 300 formas de Kung-Fu) seus princípios são os mesmos: CHI que representa a firmeza de caráter e não energia interna como muitos idealizam por meio de desenhos animados; o HEI mostrando o desprendimento de valores, estando sempre disposto a ajudar sem receber nada em troca; o JUNG que retrata o espírito corajoso e heróico; e por fim, porém não menos importante, o WAI que significa ser ativo em todos os empreendimentos. Numa das minhas visitas a uma escola de Kung-Fu fiquei decepcionado em ver que estes princípios dissiparam-se ali. Não generalizei e não estou generalizado. Como disse Mandela certa vez "Todos os homens são bons, até que eles me provem o contrário!" Este me provou
Bom eu poderia citar aqui diversas outras modalidades que têm em seus fundamentos princípios filosóficos ou doutrinários, mas vou me ater a comentar apenas estas duas e outra que não possui fundamentos filosóficos em suas aulas: o Boxe.
No boxe não temos uma filosofia marcial (até porque ele não tem caráter militar em sua criação) ou qualquer outra fonte de elevação espiritual em seus treinos. Nele aprendemos as técnicas, os golpes, as regras, os pesos e categorias amadoras e profissionais. Mas não temos nele um exemplo de como conduzir nossas vidas? Esta parte é peculiar. Vamos para isso analisar alguns pugilistas que fizeram história. MUAHAMMED ALI (inicialmente chamado Cassius Clay Jr.) cresceu em uma família pobre na região Louisville e utilizou-se do boxe não só para se tornar em sua época o mais novo campeão mundial dos pesos pesados, mas também para combater violentamente o racismo que assolava os EUA durante décadas. Ficou marcado também por sua influência e companhia de Malcon-X e frases de cunho anti-preconceituosas como "Não tenho nada contra os vietnamitas, eles nunca me chamaram de crioulo!". Outro personagem que vale a pena ser citado aqui, é o controverso e incontestável mais novo (em idade) campeão mundial de boxe dos pesos pesados Mike Tyson. Criado no Brooklin, foi preso aos 12 anos de idade por estar com $1.500,00 escondido e teve na prisão seu primeiro contato com o boxe. Após cumprir pena foi indicado a treinar com Cus D'Amato, que o acolheu em sua casa, tratando-o como um filho e educando-o como tal.
A partir de tudo escrito acima (que por mais que não pareça está resumido) como concluir se a busca de algo espiritual nas artes de combate devem ser inerentes às artes marciais ou pessoal? Prefiro acreditar que não existe uma ou outra filosofia marcial ideal, mas sim que a fusão de todas àquelas que lhe faz bem devem fundir-se, criando assim cada ser humano sua própria maneira de viver harmoniosamente.
Abraços
Como meu pensar não é (da mesma forma o de ninguém deveria ser) momentâneo e sim constante, aqui estou eu para expor o que penso sobre ideologias nas artes marciais. Se formos analisar arte por arte, luta por luta, esporte de combate por esporte de combate levaríamos semanas ou meses e quiçá anos. Por isso vou me ater apenas a três: o Judô, o Gungg-Fu e o Boxe.
A primeira pergunta que faço é: seriam o desenvolvimento das filosofias marciais responsabilidade dos mestres e criadores ou de seus praticantes?
Bom, a reflexão que fiz e continuo fazendo constantemente há 3 anos a respeito desta questão é que depende. Depende? Sim, depende. Vamos analisar um pouco algumas filosofias marciais. O Judô por exemplo tem em sua filosofia três grandes princípios: o JU que significa suavidade; SEIRYOKU-ZEN-YO que representa o máximo de eficiência com o mínimo de esforço; e o JITA-KIOEI transmitindo o bem estar e benefícios mútuos. São fundamentos que foram instituídos em sua criação por Jigoro Kano e que, em muitos Dojos mundo afora deixou de ser seguido por ter em vista a competição único e exclusivamente. Não condeno e acho que deveriam refletir a respeito quem comete tal atitude, mas vanglorio intensivamente àquelas que ainda priorizam tal ensinamento. O Gung-Fu, arte milenar é imerso em filosofias e mais filosofias, passagens e mais passagens em seus templos com seus mestres e discípulos, eis um motivo pelo qual considero-o não como uma arte marcial, mas como um modo de vida. No Gung-Fu de modo geral (dentre as mais de 300 formas de Kung-Fu) seus princípios são os mesmos: CHI que representa a firmeza de caráter e não energia interna como muitos idealizam por meio de desenhos animados; o HEI mostrando o desprendimento de valores, estando sempre disposto a ajudar sem receber nada em troca; o JUNG que retrata o espírito corajoso e heróico; e por fim, porém não menos importante, o WAI que significa ser ativo em todos os empreendimentos. Numa das minhas visitas a uma escola de Kung-Fu fiquei decepcionado em ver que estes princípios dissiparam-se ali. Não generalizei e não estou generalizado. Como disse Mandela certa vez "Todos os homens são bons, até que eles me provem o contrário!" Este me provou
Bom eu poderia citar aqui diversas outras modalidades que têm em seus fundamentos princípios filosóficos ou doutrinários, mas vou me ater a comentar apenas estas duas e outra que não possui fundamentos filosóficos em suas aulas: o Boxe.
No boxe não temos uma filosofia marcial (até porque ele não tem caráter militar em sua criação) ou qualquer outra fonte de elevação espiritual em seus treinos. Nele aprendemos as técnicas, os golpes, as regras, os pesos e categorias amadoras e profissionais. Mas não temos nele um exemplo de como conduzir nossas vidas? Esta parte é peculiar. Vamos para isso analisar alguns pugilistas que fizeram história. MUAHAMMED ALI (inicialmente chamado Cassius Clay Jr.) cresceu em uma família pobre na região Louisville e utilizou-se do boxe não só para se tornar em sua época o mais novo campeão mundial dos pesos pesados, mas também para combater violentamente o racismo que assolava os EUA durante décadas. Ficou marcado também por sua influência e companhia de Malcon-X e frases de cunho anti-preconceituosas como "Não tenho nada contra os vietnamitas, eles nunca me chamaram de crioulo!". Outro personagem que vale a pena ser citado aqui, é o controverso e incontestável mais novo (em idade) campeão mundial de boxe dos pesos pesados Mike Tyson. Criado no Brooklin, foi preso aos 12 anos de idade por estar com $1.500,00 escondido e teve na prisão seu primeiro contato com o boxe. Após cumprir pena foi indicado a treinar com Cus D'Amato, que o acolheu em sua casa, tratando-o como um filho e educando-o como tal.
A partir de tudo escrito acima (que por mais que não pareça está resumido) como concluir se a busca de algo espiritual nas artes de combate devem ser inerentes às artes marciais ou pessoal? Prefiro acreditar que não existe uma ou outra filosofia marcial ideal, mas sim que a fusão de todas àquelas que lhe faz bem devem fundir-se, criando assim cada ser humano sua própria maneira de viver harmoniosamente.
Abraços
domingo, 10 de outubro de 2010
CAPÍTULO 1. O que eles querem ver!
Olá visitantes, praticantes, lutadores, simpatizantes e amantes das artes marciais.
Tenho pensado muito sobre o confronto de estilos que existe nas artes marciais. Na verdade venho pensando nisso a uns 4 anos desde que comecei a praticar a arte da luta com meus 14 anos. Não há muitas conclusões para isto, não há muitas certezas sobre este assunto porque ele é muito mutável. Mas consigo enxergar claro e nitidamente que o que as pessoas hoje em dia desejam conhecer não é se alguém tem técnica e força suficiente para bater, projetar ou finalizar numa luta. Não querem saber se você treinou arduamente durante muito um tempo e se competiu. Querem saber nomes! Nome da academia que você representou; nome do seu instrutor, professor ou mestre; nome do ESTILO que praticava.
Não condeno quem tem tal atitude. Não estimulo a prática da clandestinidade nas artes marciais, sou na verdade extremamente contra. O que estimulo e luto a favor sempre é de uma prática marcial voltada para a vida real. Campeonatos são válidos e títulos são bem vindos, mas nem sempre a preparação para estes serve para a vida real. Não quero com isso aumentar a agressividade nos treinamentos. Quero sim aumentar a concientização de que os treinos devem ser voltados para a vida e não para um curto período. É onde, na minha humilde e pequena opinião, devem ser consistentemente trabalhado o psicológico do atleta ou aluno para que este treine até quando não está treinando. Confuso? É muito simples. Existe uma coisa chamada prática mental! Se terminou seu treino físicamente (quando digo fisicamente digo: físico, tático e técnico) continue treinando mentalmente, repassando e tentando elaborar situações para o que treinou. Isto meus amigos é treinar em tempo integral. Isto meus amigos, é treinar de verdade.
Nos meus 8 anos de treino sempre quis contribuir de uma forma ou outra para as artes marciais na mesma proporção que elas sempre contribuíram para mim. Como Mike Tyson disse certa vez: "Um homem faz certo quando faz o que ama e ama o que faz!" E é justamente isso que tenho procurado fazer.
Abraços
Tenho pensado muito sobre o confronto de estilos que existe nas artes marciais. Na verdade venho pensando nisso a uns 4 anos desde que comecei a praticar a arte da luta com meus 14 anos. Não há muitas conclusões para isto, não há muitas certezas sobre este assunto porque ele é muito mutável. Mas consigo enxergar claro e nitidamente que o que as pessoas hoje em dia desejam conhecer não é se alguém tem técnica e força suficiente para bater, projetar ou finalizar numa luta. Não querem saber se você treinou arduamente durante muito um tempo e se competiu. Querem saber nomes! Nome da academia que você representou; nome do seu instrutor, professor ou mestre; nome do ESTILO que praticava.
Não condeno quem tem tal atitude. Não estimulo a prática da clandestinidade nas artes marciais, sou na verdade extremamente contra. O que estimulo e luto a favor sempre é de uma prática marcial voltada para a vida real. Campeonatos são válidos e títulos são bem vindos, mas nem sempre a preparação para estes serve para a vida real. Não quero com isso aumentar a agressividade nos treinamentos. Quero sim aumentar a concientização de que os treinos devem ser voltados para a vida e não para um curto período. É onde, na minha humilde e pequena opinião, devem ser consistentemente trabalhado o psicológico do atleta ou aluno para que este treine até quando não está treinando. Confuso? É muito simples. Existe uma coisa chamada prática mental! Se terminou seu treino físicamente (quando digo fisicamente digo: físico, tático e técnico) continue treinando mentalmente, repassando e tentando elaborar situações para o que treinou. Isto meus amigos é treinar em tempo integral. Isto meus amigos, é treinar de verdade.
Nos meus 8 anos de treino sempre quis contribuir de uma forma ou outra para as artes marciais na mesma proporção que elas sempre contribuíram para mim. Como Mike Tyson disse certa vez: "Um homem faz certo quando faz o que ama e ama o que faz!" E é justamente isso que tenho procurado fazer.
Abraços
Assinar:
Postagens (Atom)