quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CAPÍTULO 11 - Esqueceram-se da irmandade!

Não é uma espécie de indignação ou revolta. Tudo bem, tem um pouco de indignação sim no que vou escrever a seguir, mas não a ponto de me estressar ou fazer-me saltar da cadeira. Digo gratificadamente que isto não tem me ocorrido com frequência.
Vivo para as artes marciais de forma tal que muitas vezes sou duramente criticado por terceiros devido a minha dedicação à estas e, justamente estas não me darem retorno. Entendam por retorno, dinheiro. Quando comecei a praticar não pensava em ganhar dinheiro com esta prática e com o passar do tempo percebi que é muito difícil enriquecer-se com esporte de combate. Continuei nas artes marciais pelo conceito e disciplina passada durante as aulas, pelo respeito e companheirismo, pelo fato de mesmo após ser duramente golpeado por seu melhor amigo durante um treino e saber que aqueles golpes não tiveram nada de pessoal e que a amizade vai aumentar ainda mais.
O por que de comentar a respeito disso, é que tenho visto pessoas levando problemas pessoais para locais de treino, problemas muitas vezes não expostos tornando difícil a compreensão de tal estado de espírito. Tornando difícil a possibilidade da ajuda. Espero, sinceramente espero, não por orgulho ou por algo desta espécie, mas em prol das artes marciais que um dia alguém venha a me ouvir e deixar de lado seus problemas pessoais do lado de fora dos centros de treinamento e entender a grande e unida família que deve ser o sentimento marcial.
Abraços