Não pense nas artes marciais como um conjunto de movimentos que podem resultar em ataques fatais ou defesas impressionantes. Pensem nas artes marciais como um conjunto que movimento, fundamentos, pessoas e espaços que devem nos colocar a pensar a respeito de nossa existência, do nosso ser e do nosso porque de ser.
Recentemente me peguei pensando na bagagem que eu carregava vindo das artes marciais e cheguei a conclusão que as coisas são mais difíceis de serem transportadas da vida marcial para a vida normal. Pois numa vida normal uma maioria não se importam com os fundamentos das artes marciais e pensam ser só um monte de socos e chutes e quedas e luxações e estrangulamento.
O que trago das artes marciais e venho tristemente esquecendo, é a ter paciência. A ser perseverante sempre. A jamais ver alguém de forma inferior a mim. A jamais abaixar a guarda, mesmo caso a batalha pareça estar vencida sempre há caminhos a percorrer. Sinto ter percebido isto a tempo de me redimir e reconciliar-me com o que sinto ser o caminho da paz interior.
Por mais atormentador que sejam os questionamentos feitos a respeito de sua vida, e se envolve ou não os princípios transmitidos pelas artes marciais, saiba que jamais será fácil transferir os conceitos, as decisões tomadas baseadas na reflexão para o mundo real. O que há de bom nas artes marciais não pode ser simplesmente transcrito para a realidade, pois ela vem sendo cada vez mais pessoal e subjetiva.
Nenhum comentário:
Postar um comentário